Confira, abaixo, coluna assinada pelo desembargador Robson Marques Cury e publicada no site do Tribunal de Justiça no dia 15 de maio de 2026.

 


Consultor jurídico Vinícius Rodrigues Lopes

Robson Marques Cury

 

Curitibano, Vinícius nasceu em 7 de julho de 1977, sendo o segundo dos três filhos de Erondi de Paula Lopes e Jucirene Rodrigues Lopes. É bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, formado em junho de 2003, e mestrando em Planejamento e Políticas Públicas pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná.  Vinícius prestou, a meu pedido, um resumo de sua carreira:

 

Minha relação com o Tribunal é antiga. Meu primeiro estágio foi nos Juizados Especiais, em 1999, no gabinete da juíza Terezinha Ribeiro Ruzzon. Depois, fui estagiário no extinto Tribunal de Alçada, em 2002, no gabinete do juiz de alçada Sérgio Rodrigues.

Exerci a advocacia privada entre 2003 e 2004. Naquele ano, passei a ocupar os cargos de assessor judiciário no Tribunal de Alçada do Paraná e, posteriormente, de assessor e secretário de desembargador no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), funções que exerci até 2008, sempre no gabinete do desembargador Rogério Luiz Nielsen Kanayama, exímio magistrado com quem muito aprendi.

Em novembro de 2008, tomei posse no cargo de assessor jurídico após aprovação em concurso público de provas e títulos. O cargo de assessor jurídico foi renomeado, em 2019, para consultor jurídico por meio da Emenda à Constituição do Estado. Trata-se de uma carreira especial da advocacia pública.

Prestei consultoria e assessoramento jurídico no gabinete do secretário, de 2008 a 2013; no gabinete da Presidência do TJPR, de 2013 a 2014 — entre as gestões dos desembargadores Clayton Coutinho Camargo e Guilherme Luiz Gomes —, e de 2015 a 2017, no gabinete do corregedor da Justiça, a convite do desembargador Robson Marques Cury.

Na administração do TJPR, exerci, inicialmente, a função de supervisor e coordenador da Assessoria Jurídico-Administrativa do gabinete do secretário, entre 2011 e 2012, e, em algumas oportunidades, em substituição, o cargo de secretário do TJPR, que tinha por titular o falecido Alvacir José Guimarães e, após, Acir Bueno Camargo.

Em 2017, fui nomeado diretor no Departamento de Planejamento pelo desembargador Renato Braga Bettega, tendo permanecido no cargo — que foi transformado em secretário — até janeiro de 2025. Foi um período de desafios e crescimento, em razão da competência multifacetada daquele setor. Dentre as atribuições do cargo, a participação na definição das Metas Nacionais do Poder Judiciário, representando o TJPR nos debates com integrantes de outros Tribunais de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), juntamente com a desembargadora Ana Lúcia Lourenço, com o falecido desembargador Francisco Pinto Rabello Filho e, posteriormente, com os desembargadores Eduardo Casagrande Sarrão e Hamilton Rafael Marins Schwartz.

Dentre as diversas comissões, grupos de trabalho e comissões que tive oportunidade de integrar, a participação no grupo de trabalho instituído pelo ministro Luiz Fux, perante o CNJ, representando o Conselho de Presidentes dos Tribunais, foi marcante. Os trabalhos desse grupo culminaram no Diagnóstico da Gestão Orçamentária no Poder Judiciário e na Recomendação nº 147/2022 do CNJ, referente à gestão orçamentária dos tribunais.

Em mais de 20 anos de atuação, acompanhei o progresso do TJPR. O Selo Diamante, do Prêmio CNJ de Qualidade, em 2024, foi uma grande conquista do Tribunal e um reconhecimento do trabalho de todas as magistradas, magistrados, servidoras e servidores em processo contínuo de evolução e maturidade institucional.

As histórias são muitas, proporcionais aos desafios das funções exercidas, em especial, nos projetos e estudos solicitados pela Presidência.

Recordo das primeiras discussões para uma solução para as aposentadorias dos serventuários, na gestão do desembargador Carlos Augusto Hoffman, em 2008; os desafios de coordenar a equipe da Secretaria e da elaboração da lei do quadro de pessoal do TJ, na gestão do desembargador Celso Rottoli de Macedo, em 2010. Entre 2011 e 2021, uma série de modificações legislativas e infralegais, na gestão do desembargador Miguel Kfouri Neto, para fins de cumprimento de determinações do CNJ oriundas da primeira inspeção do conselho no TJPR, foram avanços relevantes.

Nas gestões dos desembargadores Renato Braga Bettega e Adalberto Jorge Xisto Pereira, o desafio foi a implementação da equalização da força de trabalho entre graus de jurisdição, para fins de cumprimento da Resolução nº 219/2016, do CNJ. O tema chegou a ser julgado no Plenário do CNJ em favor do TJPR. As atuações inteligentes e serenas dos desembargadores Fábio André Santos Muniz e Eduardo Casagrande Sarrão com os representantes das categorias na busca de uma solução consensual para o tema, merecem registro.

Na gestão do desembargador José Laurindo de Souza Netto junto à Presidência, recordo os estudos e a elaboração de minuta do anteprojeto de lei da criação da Escola Judicial do TJPR e da instalação de novas Câmaras. Foram diversas simulações de cenários de distribuição processual para auxiliar os integrantes da Comissão de Especialização das Câmaras – presidida pelo desembargador Robson Marques Cury, além dos cálculos de impacto orçamentário e financeiro das medidas compensatórias ao primeiro grau e informações ao Órgão Especial.

Daquele período, lembro ainda dos intensos trabalhos para construção de uma proposta legislativa de revisão da lei de custas e emolumentos. Lembro, em especial, da condução da Comissão Permanente de Revisão de Custas e Emolumentos pelo desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, e do domínio técnico do desembargador Irajá Pigatto Ribeiro, que atuava como juiz auxiliar da Presidência.

Da gestão do desembargador Luiz Fernando Tomazi Keppen, destaco o recente registro da participação nos trabalhos de reestruturação das unidades administrativas do TJPR, denominada reforma administrativa Marcos Christo, em justa homenagem ao juiz auxiliar que atuou diretamente nesse projeto e que faleceu naquela gestão.

Hoje, atuo na Consultoria Jurídica da Corregedoria-Geral da Justiça, que está sob a condução do desembargador Fernando Wolff Bodziak. Exerço também mandato de conselheiro titular no Conselho Fiscal da Paranaprevidência, representando o TJPR, e integro a comissão interinstitucional de implementação da previdência pública complementar no Paraná.

 

Como exposto diante desse relato, Vinicius ostenta carreira fulgurante no Judiciário paranaense, fruto da sua privilegiada inteligência aliada à invejável capacidade de trabalho.

Pelo meu convívio profissional com ele, eu o considero como conselheiro de primeira grandeza na função de assessoramento aos magistrados e integrantes da cúpula diretiva da corte paranaense.

Porquanto, reconheço a sua competência e labor, e a ele sou grato por ter sido decisivo no assessoramento a importantes missões que me foram confiadas, em importante quadra da minha vida no Poder Judiciário.

Recentemente, como assessor da Corregedoria-Geral de Justiça, capitaneada pelo desembargador Fernando Wolff Bodziak, Vinícius participou dos estudos para reestruturação das duas Corregedorias, aprovada pelo Órgão Especial do TJPR por meio da Resolução 511, instituindo unidades específicas de assessoramento direto aos respectivos gabinetes.

Aliás, ao longo das gestões passadas, esse tema sempre foi objeto de estudos, inclusive na gestão 2015/2016, em que o desembargador Eugênio Achilles Grandinetti exerceu a Corregedoria-Geral de Justiça e eu exerci o cargo de corregedor de Justiça. Nesse tempo, Vinícius era meu assessor no gabinete, e o assunto foi debatido pela então necessidade de uma estrutura mais autônoma e robusta. Para a alegria de todos, a semente plantada produziu fruto de qualidade.

 

Robson Marques Cury é desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná.