O psicopata do topete amarelo resolveu atacar o Brasil, incentivado pela cria do psicopata golpista brasileiro, sobretaxando em 50% os produtos brasileiros. Luiz Inácio fez o que deveria fazer: devolveu a carta que lhe foi enviada, apontando os erros e absurdos nela contidos, a irresponsabilidade do autor e acenando com a reciprocidade tributária. Tresloucado, Trump imiscui-se em questões políticas internas do Brasil e até em instituições como o Supremo Tribunal Federal. Tudo em nome do ex-capitão e golpista Jair Messias Bolsonaro, que alega estar sendo perseguido pelo atual governo e pelo Judiciário brasileiros.

Gosta de Bolsonaro, Donald? Leve-o de presente para Washington e faça bom proveito dele, talvez na jardinagem da Casa Branca, já que a sede do governo norte-americano não dispõe de estrebaria. Trump imagina-se imperador do mundo, e não sabe nada de Brasil, como, de resto, não sabe nada do mundo. O Brasil, excelência, tem os seus defeitos, que são só nossos. Mas, para sua surpresa, é uma nação soberana, democrática e independente. Compra demais dos Estados Unidos, e talvez esteja na hora de diminuir os gastos com a nação do norte.

Se o café, o suco de laranja, a carne e os pescados brasileiros ficarem mais caros na mesa dos EUA, azar dos norte-americanos. Devem se queixar ao poderoso republicano, em quem estupidamente votaram. Agora sabem que estariam muito melhores e mais sossegados com Kamala Harris. Aliás, o que se poderia esperar de um paranoico que trata os estrangeiros como bandidos, ataca ferozmente as centenárias universidades do país e gera o sucateamento de institutos de pesquisa?!

Como bem afirmou o jornal Folha de S. Paulo, em editorial de primeira página, aqui reproduzido pelo Zé Beto, “a chantagem rasteira de Donald Trump contra o Brasil não vai funcionar”, posto não passar “de devaneio autoritário”. De igual modo, “se foi pensada para ajudar Jair Bolsonaro (PL) no julgamento em que é acusado de tramar um golpe, ela, na melhor hipótese para o ex-presidente, terá efeito nulo”. E ainda: “Se seu intento foi impulsionar a direita brasileira, o resultado líquido tenderá a ser negativo. Vai ser difícil ficar do lado de quem patrocina uma agressão estrangeira à soberania e aos empregos brasileiros, pois tarifas adicionais de 50% sobre as exportações teriam efeitos nefastos sobre vários setores da economia nacional.”

Ao contrário do pensado, a atitude do topete amarelo fez bem para Lula, e está reunificando a população a favor do governo. Segundo a coluna Radar, da Veja, também registrada por este blog, “o episódio gerou forte reação nacional, com 58% das postagens criticando Trump, inclusive dentro da base conservadora. Os que aprovaram o ataque do governo dos EUA ao Brasil somaram 40% e 2% permaneceram neutros”. O editorial da Folha realça: “O histórico de decisões anunciadas mas nunca efetivadas de Donald Trump faz duvidar da implementação das tais tarifas adicionais. Ele já mandou cartas ameaçadoras a outras nações marcando prazos para o início da vigência. A entrada em vigor de todas essas decisões causaria tumultos graves na própria economia dos EUA, pois se trata de um imposto sobre seus consumidores.”

O destrambelhado da Casa Branca taxou em 30% os produtos mexicanos e da União Europeia e ameaça criar uma taxa de 100% para a produção russa. Como não conseguiu parar o conflito Rússia – Ucrânia, prometido na campanha eleitoral, declarou estar “muito, muito infeliz” com a Rússia e “decepcionado” com o presidente Vladimir Putin. Pobrezinho! A tristeza e a decepção fazem-lhe detonar petardos tributários, que vão, mais cedo ou mais tarde, acertar-lhe o próprio traseiro.

Aliás, a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, a maior entidade de empresários do mundo, com quase 3 milhões de associados, criticou a sobretaxa de 50% às exportações brasileiras e, em nota conjunta com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, alertou o governo para um prejuízo que pode atingir quase 10 mil empresas. Tais companhias dependem de insumos brasileiros ou investem no Brasil.

Isso tudo é mais do que suficiente para que o STF apresse o julgamento de Jair e dos demais réus, com a aplicação imediata da devida prisão de quase quarenta anos. Aí, os intrometidos indevidos calarão a boca e os brasileiros respirarão em paz.

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Célio Heitor Guimarães é escritor, jornalista e consultor jurídico aposentado.