A música popular brasileira e a cena cultural do Paraná perderam, no dia 9 de março, o compositor e arranjador Mario Amadeu Gallera, conhecido artisticamente como Marinho Gallera, aos 78 anos. Durante os últimos anos ele residiu em Ponta Grossa. Marinho Gallera nasceu em Araraquara, no interior de São Paulo. O contato com a música começou ainda na infância, quando acompanhava atividades do Coral Araraquarense e da Rádio Cultura da cidade. Durante o ensino médio, em São Paulo, aproximou-se do universo artístico e cultural. Nesse período, teve contato com o teatro do diretor José Celso Martinez Corrêa e conheceu o escritor Ignácio de Loyola Brandão, também natural de Araraquara, amizade que se manteria ao longo de toda a vida.
Publicidade – Com 20 anos, mudou-se para Curitiba, para estudar Ciências Sociais na Universidade Federal do Paraná (UFPR). No mesmo período, venceu o Festival da Canção de Araraquara, passo importante para consolidar sua trajetória musical. Na capital paranaense, iniciou uma parceria marcante com o compositor Paulo Vitola. A dupla construiu uma relação criativa que dialogava com diferentes expressões artísticas, aproximando música, teatro e literatura, em um ambiente que também contou com a presença do poeta Paulo Leminski. Entre os principais trabalhos da parceria entre Gallera e Vitola estão os discos “Onze Cantos” (1978), “Curitiba, Cidade da Gente” (álbum duplo lançado em 1981) e “Velhos Amigos” (2006). Parte desse repertório está reunida no projeto Nós de Pinho. Já a parceria com Paulo Leminski teve registro no trabalho “Fazia Poesia” (2004). Ao longo da carreira, Gallera também participou de diversos projetos como letrista, compositor e arranjador, além de atuar na produção de trilhas e jingles.
